Quarta-Feira, 8 de Julho de 2020
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
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O bioma Pantanal está localizado na bacia do Alto Rio Paraguai, na região centro-oeste do Brasil. É a maior área alagável no mundo com uma área estimada de 240.000 km2 (60% no Brasil). A planície do Pantanal possui altitude entre 80 e 150 m acima do nível do mar e declividade praticamente nula, seus solos têm baixa permeabilidade e existe apenas uma calha de drenagem, o Rio Paraguai. Estas características fazem com que o Pantanal se torne uma imensa área alagada todos os anos após alguns meses de chuva.

O Pantanal representa uma das mais expressivas regiões de criação de bovinos de corte no Brasil. A pecuária de corte é desenvolvida em sistema extensivo - os animais são mantidos quase exclusivamente em extensas pastagens nativas (invernadas), permitindo o pastejo seletivo e o uso das aguadas, com entrada quase nula de insumos.

As peculiaridades da região, marcada por estações de seca e cheia, solos de baixa fertilidade e dificuldade de acesso, restringiram sua ocupação e a interferência humana. O manejo tradicional praticado há mais de 200 anos pelos produtores pantaneiros tem contribuído para a conservação ambiental, de forma que, a região possui ainda nos dias de hoje cerca de 85% da sua vegetação nativa intacta. Tanto as pastagens nativas quanto as cultivadas não recebem fertilização. A manutenção de níveis satisfatórios de produtividade depende de nutrientes liberados naturalmente no solo pela decomposição e mineralização da matéria orgânica.

Embora os inventários de gases de efeito estufa (GEE) considerem os bovinos como importante fonte de liberação de metano, ainda não há estudos sobre os bovinos criados no Pantanal, especialmente em pastagens nativas. No Pantanal há diversas fito fisionomias e unidades de paisagem que variam no espaço e no tempo. Essa dinâmica proporciona o aparecimento de diferentes tipos de pastagens nativas, com qualidade e quantidade variável.

O objetivo desse projeto é estimar o balanço entre o acúmulo de carbono e as emissões de GEE no sistema extensivo de bovinocultura de corte no Pantanal, indicando o potencial de mitigação das ações de manejo.

Sistemas de produção avaliados:produção extensiva de gado de corte

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